De Elmindo para Sandra

 

Os trabalhos de Sandra Figueiredo não deixam claro quem conquistou quem: se a arte a ela ou ela à arte. Fica evidente que a arte ganhou tanto com isso que se deixou seduzir: nasceram imagens, cores, e técnicas cujas obras saltam aos olhos pela beleza e pela harmonia. Quem não a conhece acha que a vida de Sandra foi sempre harmônica, mas engana-se completamente. Sandra teve uma vida conturbada: buscou transformar o mundo, através da política partidária e do Magistério, casou e descasou, teve filhos que adora e cuida como ninguém, tem cão de neve a encher- lhe o tempo. Apesar de tudo, está à cata de novas técnicas, novas cores, novos produtos.
Como professora de arte da Decolores, encanta pela simplicidade e dedicação a seus alunos que, a exemplo dela, buscam a arte para enfeitar a vida que já não é tão bela. A arte traz o encantamento e desfaz a loucura, eleva o ser muito acima do sensível e o coloca no colo d’Alma e de lá o ser torna à origem. O que encanta na arte de Sandra é a verdade sensível do ser elevado, em transe, feito um maestro que busca em cada nota a essência da vida.
Apesar de tudo explicado ainda resta a dúvida atroz: afinal, quem seduziu quem? A arte a ela ou ela à arte?
Elmindo de Rezende